sexta-feira, 20 de julho de 2012

CENAS DA RUA, VIVÊNCIAS DA VIDA



   À porta de  uma loja de eletrodomésticos, aguardava minha esposa que conversava com o vendedor sobre as condições de compra de um objeto que ela precisava.
    Um adolescente, acompanhando os pais, que também faziam compra na loja, tomava refrigerante em um copo plástico, descartável.
    Saboreou o líquido até as últimas gotas, depois se aproximou da porta e atirou o copo em direção à rua, onde, naquele momento, passavam veículos.
    Próximo dele havia um cesto para coletar lixo.
    Passados alguns dias, vou caminhando pela calçada. Alguns passos adiante seguem duas jovens, com o característico jaleco branco de quem trabalha na área da saúde.
    As duas pararam. Uma delas abaixou-se pegou um copo de plástico, vasio, com o característico símbolo de famosa empresa multinacional de refrigerantes, que estava jogado no chão.
    Continuaram a caminhada e eu, seguindo, o meu rumo normal, atrás e observando...
    Mais alguns quarteirões e divisaram um coletor público de lixo.
    A que segurava o copo aproximou-se e depositou o entulho plástico no lugar adequado e seguiram alegremente conversando.
    Este episódio, mentalmente, ligou-me com o outro. Aquele do jovem na loja.
    No mesmo instante refleti: cenas da rua, vivências da vida.
    De uns tempos a esta parte os princípios de educação e ecologia vêm sendo divulgados pela escola, pela televisão, por revistas e jornais.
    É quase impossível que uma pessoa vivendo em um lar, freqüentando uma escola, assistindo  programas na televisão não saiba que não se deve atirar um copo plástico na rua, ainda mais em direção a veículos transitando pelo local.
    É quase absoluta a certeza de que o jovem sabia que seu ato transgredia as normas de educação e de respeito ao meio ambiente.
    Por algum motivo a formas de educação não estavam funcionando para o jovem.
    Por outro lado, as jovens profissionais, que entraram em uma clínica de fisioterapia, onde, por certo, trabalhavam, “perderam” um momento para atender ao interesse da coletividade e procuraram sanar o ato de outro deseducado que havia lançado outro copo de plástico na vida pública.
    Eram jovens educadas e conscientes do respeito ecológico pelo planeta Terra, que se reflete sim no, aparente, simples ato de recolher um lixo plástico da rua.
    Só para refletirmos nessa contaminação: copo plástico  leva de 200 a 450 anos para se desintegrar; lata de alumínio: 100 a 500 anos; garrafa de plástico: mais de 500 anos; pilhas e baterias: 100 a 500 anos, com grave contaminação no solo e na água que ele contem.
    Portanto, o amor ao próximo, o amor à vida, o amor ao planeta depende tanto de providências tão simples como a de destinar o lixo orgânico e inorgânico ao lugar certo quanto aos grandes atos de preservação ambiental desse organismo vivo que é a nossa casa planetária.
    A Doutrina Espírita, expressa em O  Livro dos Espíritos (1), em sua Terceira Parte – Das Leis Morais, nos capítulos: V -  Da Lei da Conservação e VI – Da Lei da Destruição, conceitos sobre a necessidade de atos de  preservação da vida e do planeta.
    Destarte, as cenas de rua relatadas se projetam em vivências comportamentais para a conservação ou destruição da vida e do nosso admirável e maravilhoso planeta.
    Vamos refletir:    Estamos atirando copos plásticos na rua ou estamos colhendo os jogados e depositando-os, com amor, nos recipientes de preservação da Vida?

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