quarta-feira, 31 de outubro de 2012

POSSESSÃO E SUBJUGAÇÃO





O Evangelho com
busca aleatória



CHAMO A ATENÇÃO AO FATO DE QUE, AINDA NO LIVRO DOS MÉDIUNS, KARDEC CITA QUE A SUBJUGAÇÃO PODE SER MORAL OU CORPORAL. E, A  “SUBJUGAÇÃO CORPORAL” É O QUE, MAIS TARDE, NA GENESE, ELE VEM A CHAMAR NOVAMENTE DE “POSSESSÃO”.
ENTÃO TEMOS:
·       OBSESSÃO (ONDE UMA DAS FASES É A SUBJUGAÇÃO)
·       POSSESSÃO (QUE PODE SER POR UM ESPÍRITO BOM OU MAU)
QUANDO A POSSESSÃO É FEITA POR UM ESPÍRITO BOM, CASO DO DIVALDO, TEMOS SOMENTE UM CASO DE POSSESSÃO.
QUANDO A POSSESSÃO É FEITA POR UM ESPIRITO INFERIOR (CASO CITADO NA REVISTA EXPÍRITA DE 63),  TEMOS UM CASO DE OBSESSÃO. ESTANDO ESSA OBSESSÃO ELEVADA AOS ÚLTIMOS NÍVEIS DA SUBJUGAÇÃO (QUE É A POSSESSÃO)
ENTÃO, SOMENTE QUANDO A POSSESSÃO É INFLUENCIADA POR UM ESPÍRITO INFERIOR, É QUE PODEMOS DIZER QUE SUBJUGAÇÃO E POSSESSÃO SÃO A MESMA COISA. CASO CONTRÁRIO NÃO.

GOSTARIA DE LEVANTAR MAIS UMA QUESTÃO:
LEVANDO EM CONTA O QUE ESTÁ ESCRITO POR KARDEC EM GÊNESE ÍTEM 48:
“...toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede voluntariamente tal como se empresta uma roupa.”
NÃO SERIA CORRETO DIZER QUE EXISTE “INCORPORAÇÃO”?


VAMOS AOS FATOS:


SUBJUGAÇÃO E POSSESSÃO

SUBJUGAÇÃO
O LIVRO DOS MÉDIUNS – 62a ed. – Allan Kardec (GUIA DOS MÉDIUNS E DOS EVOCADORES) (Paris - 1861) - item 240 a 241

“Assim, para nós, não há possuídos, no sentido vulgar da palavra, não há senão obsidiados, subjugados e fascinados.”

CONCLUSÃO EM PERFEITO ACORDO COM O QUE ESTÁ NO LIVRO DOS ESPÍRITOS, QUESTÃO 472 EM DIANTE.

É estranho àqueles que não se aprofundaram adequadamente no tema as seguintes afirmações: Possessão é um fenômeno possível e este não é, invariavelmente, uma obsessão.
Este entendimento requer uma consulta criteriosa à Codificação, pois trata-se de assunto que o próprio Allan Kardec revisitou durante sua obra e num ato de verdadeira humildade desenvolveu- o, complementando o sentido que aparentemente havia firmado desde 1857 n’O Livro dos Espíritos (LE). Somente a partir de 1863, na Revista Espírita, o Codificador revê o conceito de possessão, admitindo a sua existência não mais como subjugação, mas em seu sentido exato. Sobre o caso verificado da Srta. Julie (RE - Dez/1863), Kardec expressa-se da seguinte maneira:
“Temos dito que não havia possessos (ver LE-473) no sentido vulgar do vocábulo mas somente subjugados. Voltamos a esta asserção absoluta porque agora nos é demonstrado que pode haver verdadeira possessão, isto é, substituição, posto que parcial, de um Espírito errante a um encarnado.”
Somente alguém da lieza moral e intelectual de Kardec poderia retomar um conceito que ele mesmo propagava como absoluto mas que evidenciou-se, através de fatos comprovados e pelo crivo racional, com diferente acepção. Este é um exemplo do dinamismo da Doutrina, que só pode ocorrer quando validado pela razão e demonstrado irrefutavelmente.

Para melhor diferenciação, devemos conceituar estes termos conforme encontramos n’A Gênese (GEN - Cap XIV - itens 45 a 49):
Obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, desde a simples influência moral sem sinais exteriores sensíveis até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.
Possessão é a ação que um Espírito exerce sobre um indivíduo encarnado, substituindo- o temporariamente em seu próprio corpo material. Esta ação não é permanente considerando que a união molecular do perispírito ao corpo opera-se somente no momento da concepção.  
Esclarecendo objetivamente que a possessão pode ser promovida por um Espírito bom, encontramos (GEN – Cap. IV – item 48):
 “A obsessão sempre é o resultado da atuação de um Espírito malfeitor. A possessão pode ser o feito de um bom Espírito que quer falar e, para fazer mais impressão sobre os seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede voluntariamente tal como se empresta uma roupa. Isto se faz sem nenhuma perturbação ou incômodo e, durante este tempo, o Espírito se encontra em liberdade como num estado de emancipação e freqüentemente se conserva ao lado de seu substituto para o ouvir.”
Obviamente a possessão também pode ocorrer através de um Espírito malfeitor e neste caso caracteriza- se um processo obsessivo. Assim ocorre quando a vítima não possui força moral para resistir à agressão e é obrigada a afastar-se temporariamente de seu corpo (obs: mais uma vez é importante ressaltar que nestes momentos a vítima permanece ligada ao corpo mas sem o seu domínio).
Considerando o presente nível moral da humanidade não é de se estranhar que há muito mais casos de possessões obsessivas do que aquelas com finalidades edificantes.
Espiritismo, mais uma vez, lança luzes sobre males ainda considerados pelas ciências materialistas como de causa patológica. Não descartando esta possibilidade (anormalidade orgânica) a Doutrina Espírita faz conhecer outras fontes das misérias humanas, mantidas pela fragilidade moral dos seres.Inteligência e Amor são as armas para combater desequilíbrios.
Tratam-se de experiências geralmente individuais (como a da Srta. Julie, citada anteriormente) mas Kardec também relata ocorrências de possessão coletiva (ver RE – 1862/63 – casos em Morzine e Tananarive).
Assim, contribuindo para o real entendimento deste processo, devemos distinguir os fenômenos de possessão e obsessão.
A possessão ocorre e pode ser boa ou má; a obsessão sempre é má. Portanto, nem toda possessão é obsessão.

AQUI, OUTRO TEXTO DE OUTRO AUTOR:

POSSESSÃO é imantação do Espírito a determinada pessoa, dominando-a física e moralmente. Na Gênese (cap. XIV Item 45 a 49), Kardec usa o termo possessão, e o utiliza como forma de ação de um Espírito sobre o encarnado, distinguindo- a da subjugação. Diz-nos Kardec: 
“Na obsessão, o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispirito, que ele identifica com o do encarnado; este ultimo se encontra então enlaçado como numa teia e constrangido a agir contra sua vontade.
 Na possessão, em vez de atuar exteriormente, o Espírito livre substitui, por assim dizer, o espírito encarnado. Elege o corpo deste para seu domicilio, sem que, entretanto o espírito encarnado  deixe o corpo definitivamente, o que só ocorre com a morte. A possessão é assim sempre temporária e intermitente, pois um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do perispírito e do corpo não pode operar-se senão no momento da concepção. (GE. Cap.XIV Item 47)
Complementa Kardec, mostrando a diferença entre obsessão e possessão, dizendo que o “Espírito, em possessão momentânea do corpo, dele se serve como o faria com o seu próprio; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Não é mais como na mediunidade falante, em que o espírito encarnado fala, transmitindo o pensamento de um Espírito desencarnado. É este último mesmo quem fala e quem age, e , se alguém o conheceu em vida, reconhecê-lo-á pelo modo de falar, pela voz, pelos gestos e até pela expressão da fisionomia (GE. Cap. XIV –Item 47).

 OUTRO TEXTO:
SUBJUGAÇÃO E POSSESSÃO
Na subjugação a influência do Espírito pode ser moral ou corporal, paralisando a vontade da vítima, que age sob um verdadeiro jugo. "No primeiro caso, o subjugado é levado a tomar decisões freqüentemente absurdas e comprometedoras, que, por uma espécie de ilusão, considera sensatas: é uma espécie de fascinação. No segundo, o Espírito age sobre os órgãos materiais, provocando movimentos involuntários", levando-o, por vezes, a praticar atos ridículos (LM, 2.a Parte, cap. XXIII, item 240).
O Espírito que subjuga penetra o perispírito da pessoa sobre a qual quer agir. O Perispírito do obsedado recebe como que um envoltório, o corpo fluídico do Espírito estranho, e, por esse meio, é atingido em todo o seu ser; o corpo material experimenta a pressão sobre ele exercida de maneira indireta.
A possessão, diz Kardec (LM, 2.a Parte, cap. XXIII, item 241) é um termo usado por aqueles que acreditam nas penas eternas, quer dizer: "em seres criados perpetuamente voltados para o mal", o que a Doutrina dos Espíritos não admite.
Um segundo motivo para Kardec não ter adotado o termo possessão, no “O Livro dos Médiuns”, é porque implica "também a idéia de tomada do corpo por um Espírito estranho, numa espécie de coabitação, quando só existe constrangiimento".
Todavia, em "A Gênese", cap. XIV; itens 45 a 49, Kardec admite o termo possessão e o utiliza como forma de ação de um Espírito sobre o encarnado, distinguindo- a da subjugação.
Diz: "Na obsessão, o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado; este último se encontra então enlaçado como numa teia e constrangido a agir contra sua vontade.
Na possessão, em lugar de agir exteriormente, o Espírito livre se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado; faz domicílio em seu corpo, sem que todavia este o deixe definitivamente, o que só ocorre com a morte. A possessão é assim sempre temporária e intermitente, pois um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do perispírito e do corpo não pode se operar se senão no momento da concepção"(GE, cap. XIV item 47).
Complementa Kardec, mostrando a diferença entre obsessão e possessão, dizendo que o "Espírito, em possessão momentânea do corpo, dele se serve como o faria com o seu próprio; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Já não é mais como na mediunidade falante, na qual o Espírito encarnado fala transmitindo o pensamento de um Espírito desencarnado; é este último, mesmo, que fala, que se agita, e se o conhecemos quando vivo, reconheceríamos sua linguagem, sua voz, seus gestos e até a expressão de sua fisionomia" (GE, cap. XIV; item 47).
Esta modificação no pensamento de Kardec, depois de ter escrito "O Livro dos Médiuns", provavelmente ocorreu quando se deparou com o caso de Mde. Julie, referido no livro "A Obsessão," publicado em 1950, edição belga, relativo a compilações das anotações de Kardec.
Aí se lê: "Temos dito que não havia possessos, no sentido vulgar do vocábulo, mas subjugados. Voltamos a esta asserção absoluta, porque nos é demonstrado que pode haver verdadeira possessão, isto é, substituição, posto que parcial, de um Espírito errante a um encarnado".
Em síntese, pode-se dizer que na obsessão o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispírito, e na possessão faz domicílio no corpo do encarnado, que cede seu corpo voluntariamente, como no caso da senhorita Julie, ou, involuntariamente, quando o possessor é um Espírito mau, ao qual o possesso não tem força moral para resistir.
Tanto na obsessão como na possessão, dizem os Espíritos, essa dominação não se efetua jamais sem a participação daquele que sofre, seja por fraqueza, seja pelo seu desejo. Dizem: "Freqüentemente, se têm tomado por possessos criaturas epiléticas ou loucas, que mais necessitam de médico do que de exorcismo" (LE, perg. 474).

Bibliografia:
O LIVRO DOS MÉDIUNS, 2ª.parte, cap. XXlll  - Allan Kardec
A GÊNESE, cap. XIV itens 45 a 48 - Allan Kardec
O LIVRO DOS ESPÍRITO, pergs. 413 a 480. - Allan Kardec


2 comentários:

  1. Ola. O amigo errou na indicação do capítulo, no texto acima, o correto é: GEN. CAP. ``XIV´´ E NÃO Cap. IV. Transcrevo aqui, parte de seu texto acima, que está com o erro na grafia do capítulo---> --->......``Esclarecendo objetivamente que a possessão pode ser promovida por um Espírito bom, encontramos (GEN – Cap. IV – item 48):
    “A obsessão sempre é o resultado da atuação de um Espírito malfeitor. A possessão pode ser o feito de um......´´

    ResponderExcluir
  2. Gostei muito dos textos! Porque muitos espiritas não sabem disso?porque ignoram a afirmação de kardec em A Gênese: "Não é como
    na mediunidade falante, em que o Espírito encarnado fala transmitindo o pensamento de um desencarnado; no caso da possessão é mesmo o último que fala e obra." Ou seja, na afirmação de que todos os fenômenos mediúnicos tem transmissão de pensamento é errada!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...