terça-feira, 20 de novembro de 2012

Uma Imposição ou a uma grande Prova de Amor?





O Evangelho com
busca aleatória





Sabemos que Jesus resumiu os Dez Mandamentos, em apenas dois: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
Já ouvimos, lemos, assistimos a filmes, e até mesmo noticiários que contêm diferenciadas formas de entendimento deste “Mandamento” _ Amar a Deus sobre todas as coisas. Sempre variando conforme a cultura, crenças e até grau de radicalismo religioso. Algumas pessoas ainda hoje se intitulam como sendo “tementes a Deus.”, ou ateus.
Enfim, nenhuma interpretação seria incorreta, se não houvesse guerras, crueldades, em nome de Deus; combates, terrorismo, para impor seu entendimento sobre os demais, fazendo assim, prevalecer sobre outras pessoas, culturas, crenças, a sua verdade, em nome Dele.
Mas, retornando ao Primeiro Mandamento, por que será que, sendo Deus um Ser Perfeito, necessitaria ser amado pelos homens? E ainda ditar esta Lei a Moisés? Um pai, uma mãe não podem forçar um filho a lhe ter amor, podem? Não! Obediência, respeito, sim, mas amor é um sentimento livre, independente. São laços profundos que nada, nem ninguém separa.
Sabemos que as leis de Deus são imutáveis, o que pode, e deve acontecer é uma mudança, ou ainda, uma ampliação do verdadeiro conhecimento do homem, referentes a essas Leis, conforme cresça a sua capacidade de entendimento, através da sua evolução intelectual e moral.
A melhor maneira de aprofundarmos nosso conhecimento é nos questionarmos sobre nossas verdades constantemente. Se estivermos certos, nos sentiremos mais seguros, se pudermos acrescer algo, ou ver sobre outro aspecto que faça mais sentido para nossa vida, melhor para nós.  Jesus já incentiva os homens, há mais de 2.000 anos, a pensarem por si mesmos e chegarem as suas próprias conclusões. Nunca fez nenhuma imposição, embora falasse sempre das verdades imutáveis que os homens deveriam seguir.
Amar a Deus, no tempo de Moises, na prática, significava temê-lo, dever obediência a Ele. Colocá-lo acima de todas as outras coisas e outros deuses. Jesus não mudou o mandamento, mas deu outro significado a ele.
Atualmente, considerando os ensinamentos do Cristo, será que não poderíamos pensar em Amar a Deus, não como uma Lei, mas como uma declaração de amor Dele por nós? Qual a forma que Ele nos diria algo tão importante de maneira que TODOS tivessem acesso, independente de religião, crença, cultura?
Quando Ele nos diz “ME AME”, não estaria dizendo: “confie em mim”, estou sempre ao teu lado, mesmo nos momentos em que possa parecer que te abandonei? Te amo incondicionalmente, porque te criei simples e ignorante, mas carregas na tua essência tudo o que precisas para que sejas verdadeiramente feliz e sinta-se digno dela, conquistando-a com o teu próprio esforço, através das reencarnações, e para isso te dei a eternidade?
A mim, esta ideia traz confiança, certa liberdade, leveza e mudança na maneira de ver as adversidades, não mais como problemas, mas, como oportunidade de aprendizado e um passo adiante nessa longa e bonita caminhada. Por isso achei que valia a pena compartilhar. Medo? Nem mais de trovoadas e relâmpagos!


Vanda Machado





Um comentário:

  1. Gostei muito, bem elaborado, vanda, num raciocínio que lentamente nos levou a concluir com você. Beijo, parabéns!

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